Oficina de Escrita
A TODOS AQUELES QUE GOSTAM DE VISITAR ESTE BLOGUE E TÊM APRENDIDO ALGUMA COISA, AVISO QUE O MEU NOVO BLOGUE É HTTP://TEXTOSINTEGRAIS.BLOGSPOT.COM. LÁ PODEM ENCONTRAR TESTES COM A CORREÇÃO, SEMPRE SEGUINDO A ESTRUTURA DOS EXAMES E JÁ SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO. BEIJINHOS!!!!
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Terça-feira, 29 de Março de 2011
Obrigada a todos!!!
Há muito tempo que não vinha aqui e agradeço os comentários que têm deixado. Peço desculpa, mas como vi as mensagens tarde, não deu para enviar as correções pedidas. Como este blogue tem estado parado, criei outro (o design deste não me agrada nada!) dedicado a estas mesmas coisas da Língua Portuguesa e onde vou, também, postando textos integrais (contos, por ex.), alguns com ficha de leitura. Só está no início, mas espero que continue por muito tempo. Vou publicar em breve 2 testes de 9º ano e um ou 2 do 12º. Passem por lá: http://textosintegrais.blogspot.com/ . Beijinhos e obrigada pelo carinho! Lucinda.
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
TESTE DE AVALIAÇÃO 11º ANO - CESÁRIO VERDE
A
Lê o poema com atenção e responde às questões de modo claro e com respostas completas:
DE VERÃO
I
No campo; eu acho nele a musa que me anima:
A claridade, a robustez, a acção.
Esta manhã, saí com minha prima,
Em quem eu noto a mais sincera estima
E a mais completa e séria educação.
II
Criança encantadora! Eu mal esboço o quadro
Da lírica excursão, de intimidade.
Não pinto a velha ermida com seu adro;
Sei só desenho de compasso e esquadro,
Respiro indústria, paz, salubridade.
III
Andam cantando aos bois; vamos cortando as leiras;
E tu dizias: «Fumas? E as fagulhas?
Apaga o teu cachimbo junto às eiras;
Colhe-me uns brincos rubros nas ginjeiras!
Quanto me alegra a calma das debulhas!
IV
E perguntavas sobre os últimos inventos
Agrícolas. Que aldeias tão lavadas!
Bons ares! Boa luz! Bons alimentos!
Olha: Os saloios vivos, corpulentos,
Como nos fazem grandes barretadas!
V
Voltemos! No ribeiro abundam as ramagens
Dos olivais escuros. Onde irás?
Regressam os rebanhos das pastagens;
Ondeiam milhos, nuvens e miragens,
E, silencioso, eu fico para trás.
VI
Numa colina brilha um lugar caiado.
Belo! E, arrimada ao cabo da sombrinha,
Com teu chapéu de palha, desabado,
Tu continuas na azinhaga; ao lado,
Verdeja, vicejante, a nossa vinha.
VII
Nisto, parando, como alguém que se analisa,
Sem desprender do chão teus olhos castos,
Tu começaste, harmónica, indecisa,
A arregaçar a chita, alegre e lisa,
Da tua cauda um poucochinho a rastos.
VIII
Espreitam-te, por cima, as frestas dos celeiros;
O sol abrasa as terras já ceifadas,
E alvejam-te, na sombra dos pinheiros,
Sobre os teus pés decentes, verdadeiros,
As saias curtas, frescas, engomadas.
IX
E, como quem saltasse, extravagantemente,
Um rego de água, sem se enxovalhar,
Tu, a austera, a gentil, a inteligente,
Depois de bem composta, deste à frente
Uma pernada cómica, vulgar!
X
Exótica! E cheguei-me ao pé de ti. Que vejo!
No atalho enxuto, e branco das espigas,
Caídas das carradas no salmejo.
Esguio e a negrejar em um cortejo,
Destaca-se um carreiro de formigas.
XI
Elas, em sociedade, espertas, diligentes.
Na natureza trémula de sede,
Arrastam bichos, uvas e sementes
E atulham, por instinto, previdentes,
Seus antros quase ocultos na parede.
XII
E eu desatei a rir como qualquer macaco!
«Tu não as esmagares contra o solo!»
E ria-me, eu ocioso, inútil, fraco,
Eu de jasmim na casa do casaco
E de óculo deitado a tiracolo!
XIII
«As ladras da colheita! Eu, se trouxesse agora
Um sublimado corrosivo, uns pós
De solimão, eu, sem maior demora,
Envenená-las-ia! Tu, por ora,
Preferes o romântico ao feroz.
XIV
Que compaixão! Julgava até que matarias
Esses insectos importunos! Basta.
Merecem-te espantosas simpatias?
Eu felicito suas senhorias,
Que honraste com um pulo de ginasta!»
XV
E enfim calei-me. Os teus cabelos muito loiros
Luziam, com doçura, honestamente;
De longe o trigo em monte, e os calcadoiros,
Lembravam-me fusões de imensos oiros,
E o mar um prado verde e florescente.
XVI
Vibravam, na campina, as chocas da manada;
Vinham uns carros a gemer no outeiro,
E finalmente, enérgica, zangada,
Tu, inda assim bastante envergonhada,
Volveste-me, apontando o formigueiro:
XVII
«Não me incomode, não, com ditos detestáveis!
Não seja simplesmente um zombador!
Estas mineiras negras, incansáveis,
São mais economistas, mais notáveis,
E mais trabalhadoras que o senhor!»
Cesário Verde
1. O poema “narra” um passeio pelo campo.
1.1. Faz a sua análise formal.
1.2. Caracteriza as duas personagens envolvidas.
1.3. Que influência exerce o campo sobre o sujeito poético?
2. A deambulação é feita pelo eu poético e pela prima. Mostra como é captada a realidade, através de diferentes sensações.
3. Interpreta a última estrofe, analisando a intenção crítica subjacente.
B
Elabora um texto argumentativo onde comentes a afirmação “Cesário Verde é um pintor por palavras.” (entre sessenta e cem palavras).
II
Atenta novamente no poema transcrito e responde, assinalando na folha de respostas a alínea correcta:
1. Em “eu acho nele a musa que me anima” (v. 1) temos
a. Uma oração subordinada relativa restritiva.
b. Uma oração subordinada relativa explicativa.
c. Uma oração subordinada relativa completiva.
d. Uma oração subordinada adverbial causal.
2. Na terceira estrofe do poema encontramos verbos
a. No presente do indicativo, no imperfeito do indicativo, no infinitivo e no gerúndio.
b. No gerúndio, no imperativo, no imperfeito do indicativo e no presente do indicativo.
c. No imperativo, no imperfeito do conjuntivo, no presente do indicativo e no imperfeito do indicativo.
d. No presente do indicativo, no gerúndio, no futuro do conjuntivo e no imperativo.
3. Em qual destas estrofes a rima é predominantemente rica?
a. I
b. III
c. VIII
d. XIII
4. Em qual destas estrofes não encontramos rima em “eco”?
a. II
b. III
c. IX
d. XV
5. De entre os versos apresentados, qual deles é heróico?
a. “A claridade, a robustez, a acção.”(v. 2)
b. “”De longe o trigo em monte, e os calcadoiros” (v. 73)
c. “O sol abrasa as terras já ceifadas” (v. 37)
d. “E mais trabalhadoras que o senhor!” (v. 85)
6. Na estrofe XI encontramos as seguintes figuras estilísticas:
a. Enumeração, adjectivação e personificação.
b. Adjectivação, personificação e hipérbole.
c. Enumeração, adjectivação e metonímia.
d. Metonímia, personificação e adjectivação.
7. Em “Julgava até que matarias /Esses insectos importunos!” (vv.66, 67) temos
a. Uma oração subordinada relativa restritiva.
b. Uma oração subordinada relativa explicativa.
c. Uma oração subordinada relativa completiva.
d. Uma oração subordinada adverbial causal.
8. Numa destas estrofes está presente a ironia. Em qual?
a. VIII
b. X
c. XIII
d. XIV
9. Num destes enunciados encontramos uma hipálage. Identifica-o.
a. “Os teus cabelos muito loiros/ Luziam, com doçura, honestamente;” (vv. 71,72)
b. “De longe o trigo em monte” (v. 73)
c. “Lembravam-me fusões de imensos oiros” (v. 74)
d. “E o mar um prado verde e florescente” (v. 75)
10. Em qual destas estrofes detectamos um aposto (ou modificador apositivo)?
a. Estrofe XV
b. Estrofe XIV
c. Estrofe II
d. Estrofe VII
III
Elabora um texto de opinião subordinado ao tema “Quem bom viver no campo!” (num texto entre 160 e 200 palavras).
COTAÇÕES:
GRUPO I………………………………….…………100 pontos
A.
1.1………………………………......…10 pontos(C=6+OCL=4)
1.2………………………………………20 pontos(C=12+OCL=8)
1.3……………………………………….5 pontos(C=3+OCL=2)
2………………………………………..15 pontos(C=9+OCL=6)
3……………………………………….10 pontos(C=6+OCL=4)
1. B. ………………………………….30 (C=18+OCL=12)
GRUPO II ………………………………..…..……….50 pontos
1-10……………………………………………...……….5 pontos
Grupo III ……………………………50 pontos(C=30+OCL=20)
TOTAL ……………………………………………..…200 pontos
Conteúdo = C Organização e Correcção Linguística = OCL
Bom trabalho!!! A Professora: Lucinda Cunha
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Testes
Ficha de verificação de leitura d'A ODISSEIA -cap. VI-X

Associa as questões às respostas:
QUESTÕES:
1. Como era Ítaca? _____
2. Depois da guerra de Tróia, qual foi a 1ª ilha onde o barco de Ulisses aportou? _____
3. O que aconteceu no país dos Lotófagos?_____
4. Em Ciclópia conheceram Polifemo. Caracteriza-o._____
5. Depois da terrível aventura que passou com o Ciclope, Ulisses aportou na ilha de Eólia, onde permaneceu um mês. Quem reinava aí?_____
6. Como eram os Lestrigões?_____
7. Em que animais a Circe transformou os homens de Ulisses?_____
8. Qual foi a condição imposta pela Circe para deixar Ulisses partir?_____
9. Que animal guardava os Infernos?______
10. Como é que conseguiram passar por ele?______
11. No Inferno, Ulisses e os companheiros encontraram o antigo colega, Alpenor. De que morrera?_____
12. Quem mais Ulisses encontrou no Inferno?_____
13. Que lhe contou a sua mãe? _____
14. Quem explicou a Ulisses como regressar a Ítaca?_____
15. Que conselho deu o sábio a Ulisses? _____
16. Que suplícios sofria Tântalo no Inferno?_____
17. Que artimanha usou Ulisses para não ser encantado pelas sereias?_____
18. Como foi que o herói perdeu os companheiros que lhe restavam antes de ir ter à ilha de Calipso?_____
2. Depois da guerra de Tróia, qual foi a 1ª ilha onde o barco de Ulisses aportou? _____
3. O que aconteceu no país dos Lotófagos?_____
4. Em Ciclópia conheceram Polifemo. Caracteriza-o._____
5. Depois da terrível aventura que passou com o Ciclope, Ulisses aportou na ilha de Eólia, onde permaneceu um mês. Quem reinava aí?_____
6. Como eram os Lestrigões?_____
7. Em que animais a Circe transformou os homens de Ulisses?_____
8. Qual foi a condição imposta pela Circe para deixar Ulisses partir?_____
9. Que animal guardava os Infernos?______
10. Como é que conseguiram passar por ele?______
11. No Inferno, Ulisses e os companheiros encontraram o antigo colega, Alpenor. De que morrera?_____
12. Quem mais Ulisses encontrou no Inferno?_____
13. Que lhe contou a sua mãe? _____
14. Quem explicou a Ulisses como regressar a Ítaca?_____
15. Que conselho deu o sábio a Ulisses? _____
16. Que suplícios sofria Tântalo no Inferno?_____
17. Que artimanha usou Ulisses para não ser encantado pelas sereias?_____
18. Como foi que o herói perdeu os companheiros que lhe restavam antes de ir ter à ilha de Calipso?_____
RESPOSTAS:a) Estava no meio de um grande tanque, com água até ao pescoço, a morrer de sede, mas não conseguia beber. Além disso, estava cheio de fome e não alcançava as árvores de fruto que o rodeavam.
b) Era um enorme monstro com apenas um olho. Guardava rebanhos e não convivia com ninguém. Era cruel e selvagem.
c) Circe tinha ensinado a Ulisses a palavra mágica que o domava.
d) Disse-lhe que a mulher dele estava viva, assim como o filho e que ambos o esperavam de regresso a casa.
e) Ordenou aos companheiros que colocassem cera nos ouvidos e que o amarrassem ao mastro.
f) Numa grande tempestade.
g) Fê-lo prometer que passaria nos Infernos para ouvir, da boca do sábio Tirésias, a maneira mais fácil de regressar a Ítaca.
h) Tirésias.
i) Era uma ilha de clima suave e de rocha dura.
j) Em porcos.
k) Aconselhou-o a não matar nenhum animal dos rebanhos do deus Sol.
l) Cerbero, o cão de três cabeças.
m) A sua mãe, Hércules, Aquiles e outros.
n) Gigantescos e assassinos.
o) Três marinheiros foram enfeitiçados por um fruto mágico e já não queriam voltar para o barco, mas Ulisses arrastou-os à força.
p) O país dos Cícones, defronte de Ismaria.
q) O rei dos ventos.
r) Tinha morrido no palácio de Circe, depois de ter caído do terraço por estar demasiado bêbado.
b) Era um enorme monstro com apenas um olho. Guardava rebanhos e não convivia com ninguém. Era cruel e selvagem.
c) Circe tinha ensinado a Ulisses a palavra mágica que o domava.
d) Disse-lhe que a mulher dele estava viva, assim como o filho e que ambos o esperavam de regresso a casa.
e) Ordenou aos companheiros que colocassem cera nos ouvidos e que o amarrassem ao mastro.
f) Numa grande tempestade.
g) Fê-lo prometer que passaria nos Infernos para ouvir, da boca do sábio Tirésias, a maneira mais fácil de regressar a Ítaca.
h) Tirésias.
i) Era uma ilha de clima suave e de rocha dura.
j) Em porcos.
k) Aconselhou-o a não matar nenhum animal dos rebanhos do deus Sol.
l) Cerbero, o cão de três cabeças.
m) A sua mãe, Hércules, Aquiles e outros.
n) Gigantescos e assassinos.
o) Três marinheiros foram enfeitiçados por um fruto mágico e já não queriam voltar para o barco, mas Ulisses arrastou-os à força.
p) O país dos Cícones, defronte de Ismaria.
q) O rei dos ventos.
r) Tinha morrido no palácio de Circe, depois de ter caído do terraço por estar demasiado bêbado.
BOM TRABALHO!!!! Lucinda Cunha
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
A ODISSEIA DE HOMERO (ADAPTAÇÃO DE JOÃO DE BARROS)
FICHA DE COMPREENSÃO DOS CAPÍTULOS I A V
Responde às questões:
1. Quem era Helena?
2. Porque se deu a Guerra de Tróia?
3. Onde se situa Ítaca?
4. Quantos anos durou a guerra de Tróia?
5. Calipso amava Ulisses. Porém, o rei só tinha um desejo. Qual?
6. Quem decidiu pedir a Júpiter ajuda para que a ninfa deixasse Ulisses partir?
7. Qual é o deus do mar?
8. Quem ajudou o deus do mar a provocar a tempestade que quase matou o rei de Ítaca?
9. Onde aportou Ulisses depois da terrível tempestade?
10. A que povo pertencia Nausica?
11. Depois de conversar com Ulisses, o que é que a princesa ordenou às criadas?
12. Como era o enorme cavalo de pau que Ulisses mandou construir para derrotar Tróia?
13. Por que motivo Ulisses chorava enquanto Demódoco cantava?
Responde às questões:1. Quem era Helena?
2. Porque se deu a Guerra de Tróia?
3. Onde se situa Ítaca?
4. Quantos anos durou a guerra de Tróia?
5. Calipso amava Ulisses. Porém, o rei só tinha um desejo. Qual?
6. Quem decidiu pedir a Júpiter ajuda para que a ninfa deixasse Ulisses partir?
7. Qual é o deus do mar?
8. Quem ajudou o deus do mar a provocar a tempestade que quase matou o rei de Ítaca?
9. Onde aportou Ulisses depois da terrível tempestade?
10. A que povo pertencia Nausica?
11. Depois de conversar com Ulisses, o que é que a princesa ordenou às criadas?
12. Como era o enorme cavalo de pau que Ulisses mandou construir para derrotar Tróia?
13. Por que motivo Ulisses chorava enquanto Demódoco cantava?
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Teste sobre Os Maias de Eça de Queirós
I
A
Lê atentamente o texto que se segue.
"Diante deles o hipódromo elevava-se suavemente em colina, parecendo, depois da poeirada quente da calçada e das cruas reverberações da cal, mais fresco, mais vasto, com a sua relva já um pouco crestada pelo sol de Junho, e uma ou outra papoula vermelhejando aqui e além. Uma aragem larga e repousante, chegava vagarosamente do rio.
No centro, como perdido no largo espaço verde, negrejava, no brilho do sol, um magote apertado de gente, com algumas carruagens pelo meio, donde sobressaíam tons claros de sombrinhas, o faiscar de um vidro de lanterna, ou um casaco branco de cocheiro. Para além, dos dois lados da tribuna real forrada de um baetão vermelho de mesa de repartição, erguiam-se as duas tribunas públicas, com o feitio de traves mal pregadas, como palanques de arraial. A da esquerda, vazia, por pintar, mostrava à luz as fendas do tabuado. Na da direita, besuntada por fora de azul-claro, havia uma fila de senhoras quase todas de escuro encostadas ao rebordo, outras espalhadas pelos primeiros degraus; e o resto das bancadas permanecia deserto e desconsolado, de um tom alvadio de madeira, que abafava as cores alegres dos raros vestidos de Verão. Por vezes a brisa lenta agitava no alto dos dois mastros o azul das bandeirolas. Um grande silêncio caía do céu faiscante.
Em volta do recinto da tribuna, fechado por um tapume de madeira, havia mais soldados de Infantaria, com as baionetas lampejando ao sol. E no homem triste que estava à entrada, recebendo os bilhetes, metido dentro de um enorme colete branco, reteso de goma, e que lhe chegava até aos joelhos – Carlos reconheceu o servente do seu laboratório. (…)
No recinto em declive, entre a tribuna e a pista, havia só homens, a gente do Grémio, das secretarias e da casa Havanesa; a maior parte à vontade, com jaquetões claros, e de chapéu-coco; outros mais em estilo, de sobrecasaca e binóculo a tiracolo, pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique. Falava-se baixo, com passos lentos pela relva, entre leves fumaraças de cigarro. Aqui e além um cavalheiro, parado, de mãos atrás das costas, pasmava languidamente para as senhoras. Ao lado de Carlos dois brasileiros queixavam-se do preço dos bilhetes, achando aquilo uma “Sensaboria de rachar”.
Defronte a pista estava deserta, com a relva pisada, guardada por soldados: e junto à corda, do outro lado, apinhava-se o magote de gente, com as carruagens pelo meio, sem um rumor, numa pasmaceira tristonha, sob o peso do sol de Junho. Um rapazote com uma voz dolente, apregoava água fresca. Lá ao fundo o largo Tejo faiscava, todo azul, tão azul como o céu, numa pulverização fina de luz. (…)
Os outros voltaram-se. Era o Sequeira, com a face como um pimentão, entalado numa sobrecasaca curta que o fazia mais atarracado, de chapéu branco sobre o olho e grande chicote debaixo do braço.
Aceitou um copo de champanhe e teve muito prazer em conhecer o Sr. Clifford…
– E o que me diz você a esta sensaboria? Exclamou ele logo, voltando-se para Carlos.
Enquanto a si, estava contente, pulava… Aquela corrida insípida, sem cavalos, sem jóqueis, com meia dúzia de pessoas a bocejar em roda, dava-lhe a certeza que eram talvez e que o Jockey Club rebentava… E ainda bem! Via-se a gente livre de um divertimento que não estava nos hábitos do País. Corridas era para se apostar. Tinha-se apostado? Não? Então histórias!... Em Inglaterra e em França, sim! Aí eram um jogo como a roleta, ou como o monte… Até havia banqueiros, que eram bookmakers… Então já viram!”
Eça de Queirós, Os Maias (Cap. X)
1. O espaço tinha sido preparado para a ocasião. Transcreve do segundo e do terceiro parágrafos expressões que evidenciem a improvisação.
2. Descreve o vestuário das pessoas presentes, registando os contrates que se evidenciam.
3. Transcreve do texto expressões que provem o provincianismo na organização deste evento.
4. No texto o discurso indirecto livre é utilizado. Justifica, retirando um excerto.
5. Classifica a focalização do narrador neste excerto da obra.
B
“Apesar de ser uma obra realista, n’ Os Maias são evidentes características da tragédia grega.”
Num texto entre 60 a 100 palavras, comenta a afirmação transcrita, num texto bem estruturado.
II
Lê o texto que se segue e selecciona a alínea correcta para cada questão:
“Este livro reúne alguns dos textos que mensalmente e ao longo dos últimos anos fui publicando (…). A estranheza do título justifica uma explicação, para que ele não passe como um mero exercício de estilo.
Quando era pequeno — muito pequeno, talvez oito ou dez anos — lembro-me de estar deitado na banheira, em casa dos meus pais, a ler um livro de quadradinhos. Era uma aventura do David Crockett, o desbravador do Kentucky e do Tenessee, que haveria de morrer na mítica batalha do Forte Álamo. Nessa história, o David Crockett era emboscado por um grupo de índios, levava com um machado na cabeça, ficava inconsciente e era levado prisioneiro para o acampamento índio. Aí, dentro de uma tenda, dia e noite, molhando-lhe a testa com água, havia uma índia muito bonita — uma “squaw”, na literatura do Far-West — que cuidava dele, dia e noite, molhando-lhe a testa com água, tratando das suas feridas e vigiando o seu coma. E, a certa altura, ela murmurava para o seu prostrado e inconsciente guerreiro: “não te deixarei morrer, David Crockett!”
Não sei porquê, esta frase e esta cena viajaram comigo para sempre, quase obsessivamente. Durante muito tempo, preservei-as à luz do seu significado mais óbvio: eu era o David Crockett, que queria correr mundo e riscos, viver aventuras e desvendar Tenessees. Iria, fatalmente, sofrer, levar pancada e ficar, por vezes inconsciente. Mas ao meu lado haveria sempre uma índia, que vigiaria o meu sono e cuidaria das minhas feridas, que me passaria a mão pela testa quando eu estivesse adormecido e me diria: “não te deixarei morrer, David Crockett!” E, não só por isso, eu sobreviria a todos os combates. Banal, elementar.
Porém, mais tarde, comecei a compreender mais coisas sobre as emboscadas, os combates e o comportamento das índias perante os guerreiros inconscientes. Foi aí que percebi que toda a minha interpretação daquela cena estava errada: o David Crockett representava sim a minha infância, a minha crença de criança numa vida de aventuras, de descobertas, de riscos e de encontros. Mas mais, muito mais do que isso: uma espécie de pureza inicial, um excesso de sentimentos e de sensibilidade, a ingenuidade e a fé, a hipótese fantástica da felicidade para sempre. (…)”
Miguel Sousa Tavares, Não Te Deixarei Morrer, David Crockett
Selecciona a opção correcta para cada questão.
1. Com a afirmação “esta frase e esta cena viajaram comigo para sempre” , o autor quer dizer que
a. se sentia marcado para toda a vida por aquela frase e aquela cena.
b. transportava consigo, sempre que viajava, um livro de David Crockett.
c. se lembrava daquela frase e daquela cena sempre que viajava.
d. tinha aquela frase gravada na pasta que usava em viagem.
2. Na frase iniciada por “Foi aí que” , o autor assinala o momento em que
a. leu a história aventurosa e acidentada do desbravador David Crockett.
b. tomou consciência de que David Crockett era o símbolo da sua infância.
c. sentiu a necessidade de preservar na memória o herói David Crockett.
d. julgou que era David Crockett, o mítico combatente de Forte Álamo.
3. A perífrase verbal em “e ao longo dos últimos anos fui publicando” traduz uma acção
a. momentânea, no passado.
b. repetida, do passado ao presente.
c. apenas começada, no passado.
d. posta em prática, no momento.
4. A locução “para que” permite estabelecer na frase uma relação de
a. causalidade.
b. completamento.
c. finalidade.
d. retoma.
5. O uso do travessão duplo justifica-se pela necessidade de
a. destacar uma explicitação.
b. registar falas em discurso directo.
c. marcar alteração de interlocutor.
d. sinalizar uma conclusão.
6. O uso repetido do nome “David Crockett”
a. constitui um mecanismo de coesão lexical.
b. assegura a progressão temática.
c. constitui um processo retórico.
d. assegura a coesão interfrásica do texto.
7. Assinala se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F):
a. No segmento textual “lembro-me de estar deitado” o verbo constitui uma referência deíctica textual.
b. O constituinte “inconsciente” em “Nessa história, o David Crockett (…) ficava inconsciente” desempenha, na frase, a função de predicativo do sujeito.
c. Os vocábulos “batalha” e “combates” mantêm entre si uma relação de antonímia.
d. O antecedente do pronome relativo “que” é “uma índia muito bonita” .
e. Em “molhando-lhe a testa com água, tratando das suas feridas e vigiando o seu coma” , as formas verbais “molhando”, “tratando” e “vigiando” traduzem o modo continuado como a índia cuidava de David Crockett.
f. Na frase “ela murmurava para o seu prostrado e inconsciente guerreiro” , os adjectivos têm um valor restritivo.
g. Em “não te deixarei morrer, David Crockett” , “te” e “David Crockett” são referências deícticas pessoais.
h. Na frase “preservei-as à luz do seu significado mais óbvio” , o referente de “as” é “esta frase e esta cena” .
i. A frase “que vigiaria o meu sono” é subordinada relativa restritiva.
j. O conector “Porém” introduz uma relação de oposição entre o que anteriormente foi dito e a ideia exposta posteriormente.
III
Selecciona apenas uma hipótese e constrói um texto coerente entre cento e cinquenta e duzentas palavras:
a. Comenta o cartoon tendo em conta o excessivo uso do telemóvel e a sua influência na vida dos jovens da tua idade.
b. Observa a vinheta apresentada e, num texto argumentativo-expositivo, reflecte sobre as relações entre pais e filhos.
A
Lê atentamente o texto que se segue.
"Diante deles o hipódromo elevava-se suavemente em colina, parecendo, depois da poeirada quente da calçada e das cruas reverberações da cal, mais fresco, mais vasto, com a sua relva já um pouco crestada pelo sol de Junho, e uma ou outra papoula vermelhejando aqui e além. Uma aragem larga e repousante, chegava vagarosamente do rio.
No centro, como perdido no largo espaço verde, negrejava, no brilho do sol, um magote apertado de gente, com algumas carruagens pelo meio, donde sobressaíam tons claros de sombrinhas, o faiscar de um vidro de lanterna, ou um casaco branco de cocheiro. Para além, dos dois lados da tribuna real forrada de um baetão vermelho de mesa de repartição, erguiam-se as duas tribunas públicas, com o feitio de traves mal pregadas, como palanques de arraial. A da esquerda, vazia, por pintar, mostrava à luz as fendas do tabuado. Na da direita, besuntada por fora de azul-claro, havia uma fila de senhoras quase todas de escuro encostadas ao rebordo, outras espalhadas pelos primeiros degraus; e o resto das bancadas permanecia deserto e desconsolado, de um tom alvadio de madeira, que abafava as cores alegres dos raros vestidos de Verão. Por vezes a brisa lenta agitava no alto dos dois mastros o azul das bandeirolas. Um grande silêncio caía do céu faiscante.
Em volta do recinto da tribuna, fechado por um tapume de madeira, havia mais soldados de Infantaria, com as baionetas lampejando ao sol. E no homem triste que estava à entrada, recebendo os bilhetes, metido dentro de um enorme colete branco, reteso de goma, e que lhe chegava até aos joelhos – Carlos reconheceu o servente do seu laboratório. (…)
No recinto em declive, entre a tribuna e a pista, havia só homens, a gente do Grémio, das secretarias e da casa Havanesa; a maior parte à vontade, com jaquetões claros, e de chapéu-coco; outros mais em estilo, de sobrecasaca e binóculo a tiracolo, pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique. Falava-se baixo, com passos lentos pela relva, entre leves fumaraças de cigarro. Aqui e além um cavalheiro, parado, de mãos atrás das costas, pasmava languidamente para as senhoras. Ao lado de Carlos dois brasileiros queixavam-se do preço dos bilhetes, achando aquilo uma “Sensaboria de rachar”.
Defronte a pista estava deserta, com a relva pisada, guardada por soldados: e junto à corda, do outro lado, apinhava-se o magote de gente, com as carruagens pelo meio, sem um rumor, numa pasmaceira tristonha, sob o peso do sol de Junho. Um rapazote com uma voz dolente, apregoava água fresca. Lá ao fundo o largo Tejo faiscava, todo azul, tão azul como o céu, numa pulverização fina de luz. (…)
Os outros voltaram-se. Era o Sequeira, com a face como um pimentão, entalado numa sobrecasaca curta que o fazia mais atarracado, de chapéu branco sobre o olho e grande chicote debaixo do braço.
Aceitou um copo de champanhe e teve muito prazer em conhecer o Sr. Clifford…
– E o que me diz você a esta sensaboria? Exclamou ele logo, voltando-se para Carlos.
Enquanto a si, estava contente, pulava… Aquela corrida insípida, sem cavalos, sem jóqueis, com meia dúzia de pessoas a bocejar em roda, dava-lhe a certeza que eram talvez e que o Jockey Club rebentava… E ainda bem! Via-se a gente livre de um divertimento que não estava nos hábitos do País. Corridas era para se apostar. Tinha-se apostado? Não? Então histórias!... Em Inglaterra e em França, sim! Aí eram um jogo como a roleta, ou como o monte… Até havia banqueiros, que eram bookmakers… Então já viram!”
Eça de Queirós, Os Maias (Cap. X)
1. O espaço tinha sido preparado para a ocasião. Transcreve do segundo e do terceiro parágrafos expressões que evidenciem a improvisação.
2. Descreve o vestuário das pessoas presentes, registando os contrates que se evidenciam.
3. Transcreve do texto expressões que provem o provincianismo na organização deste evento.
4. No texto o discurso indirecto livre é utilizado. Justifica, retirando um excerto.
5. Classifica a focalização do narrador neste excerto da obra.
B
“Apesar de ser uma obra realista, n’ Os Maias são evidentes características da tragédia grega.”
Num texto entre 60 a 100 palavras, comenta a afirmação transcrita, num texto bem estruturado.
II
Lê o texto que se segue e selecciona a alínea correcta para cada questão:
“Este livro reúne alguns dos textos que mensalmente e ao longo dos últimos anos fui publicando (…). A estranheza do título justifica uma explicação, para que ele não passe como um mero exercício de estilo.
Quando era pequeno — muito pequeno, talvez oito ou dez anos — lembro-me de estar deitado na banheira, em casa dos meus pais, a ler um livro de quadradinhos. Era uma aventura do David Crockett, o desbravador do Kentucky e do Tenessee, que haveria de morrer na mítica batalha do Forte Álamo. Nessa história, o David Crockett era emboscado por um grupo de índios, levava com um machado na cabeça, ficava inconsciente e era levado prisioneiro para o acampamento índio. Aí, dentro de uma tenda, dia e noite, molhando-lhe a testa com água, havia uma índia muito bonita — uma “squaw”, na literatura do Far-West — que cuidava dele, dia e noite, molhando-lhe a testa com água, tratando das suas feridas e vigiando o seu coma. E, a certa altura, ela murmurava para o seu prostrado e inconsciente guerreiro: “não te deixarei morrer, David Crockett!”
Não sei porquê, esta frase e esta cena viajaram comigo para sempre, quase obsessivamente. Durante muito tempo, preservei-as à luz do seu significado mais óbvio: eu era o David Crockett, que queria correr mundo e riscos, viver aventuras e desvendar Tenessees. Iria, fatalmente, sofrer, levar pancada e ficar, por vezes inconsciente. Mas ao meu lado haveria sempre uma índia, que vigiaria o meu sono e cuidaria das minhas feridas, que me passaria a mão pela testa quando eu estivesse adormecido e me diria: “não te deixarei morrer, David Crockett!” E, não só por isso, eu sobreviria a todos os combates. Banal, elementar.
Porém, mais tarde, comecei a compreender mais coisas sobre as emboscadas, os combates e o comportamento das índias perante os guerreiros inconscientes. Foi aí que percebi que toda a minha interpretação daquela cena estava errada: o David Crockett representava sim a minha infância, a minha crença de criança numa vida de aventuras, de descobertas, de riscos e de encontros. Mas mais, muito mais do que isso: uma espécie de pureza inicial, um excesso de sentimentos e de sensibilidade, a ingenuidade e a fé, a hipótese fantástica da felicidade para sempre. (…)”
Miguel Sousa Tavares, Não Te Deixarei Morrer, David Crockett
Selecciona a opção correcta para cada questão.
1. Com a afirmação “esta frase e esta cena viajaram comigo para sempre” , o autor quer dizer que
a. se sentia marcado para toda a vida por aquela frase e aquela cena.
b. transportava consigo, sempre que viajava, um livro de David Crockett.
c. se lembrava daquela frase e daquela cena sempre que viajava.
d. tinha aquela frase gravada na pasta que usava em viagem.
2. Na frase iniciada por “Foi aí que” , o autor assinala o momento em que
a. leu a história aventurosa e acidentada do desbravador David Crockett.
b. tomou consciência de que David Crockett era o símbolo da sua infância.
c. sentiu a necessidade de preservar na memória o herói David Crockett.
d. julgou que era David Crockett, o mítico combatente de Forte Álamo.
3. A perífrase verbal em “e ao longo dos últimos anos fui publicando” traduz uma acção
a. momentânea, no passado.
b. repetida, do passado ao presente.
c. apenas começada, no passado.
d. posta em prática, no momento.
4. A locução “para que” permite estabelecer na frase uma relação de
a. causalidade.
b. completamento.
c. finalidade.
d. retoma.
5. O uso do travessão duplo justifica-se pela necessidade de
a. destacar uma explicitação.
b. registar falas em discurso directo.
c. marcar alteração de interlocutor.
d. sinalizar uma conclusão.
6. O uso repetido do nome “David Crockett”
a. constitui um mecanismo de coesão lexical.
b. assegura a progressão temática.
c. constitui um processo retórico.
d. assegura a coesão interfrásica do texto.
7. Assinala se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F):
a. No segmento textual “lembro-me de estar deitado” o verbo constitui uma referência deíctica textual.
b. O constituinte “inconsciente” em “Nessa história, o David Crockett (…) ficava inconsciente” desempenha, na frase, a função de predicativo do sujeito.
c. Os vocábulos “batalha” e “combates” mantêm entre si uma relação de antonímia.
d. O antecedente do pronome relativo “que” é “uma índia muito bonita” .
e. Em “molhando-lhe a testa com água, tratando das suas feridas e vigiando o seu coma” , as formas verbais “molhando”, “tratando” e “vigiando” traduzem o modo continuado como a índia cuidava de David Crockett.
f. Na frase “ela murmurava para o seu prostrado e inconsciente guerreiro” , os adjectivos têm um valor restritivo.
g. Em “não te deixarei morrer, David Crockett” , “te” e “David Crockett” são referências deícticas pessoais.
h. Na frase “preservei-as à luz do seu significado mais óbvio” , o referente de “as” é “esta frase e esta cena” .
i. A frase “que vigiaria o meu sono” é subordinada relativa restritiva.
j. O conector “Porém” introduz uma relação de oposição entre o que anteriormente foi dito e a ideia exposta posteriormente.
III
Selecciona apenas uma hipótese e constrói um texto coerente entre cento e cinquenta e duzentas palavras:
a. Comenta o cartoon tendo em conta o excessivo uso do telemóvel e a sua influência na vida dos jovens da tua idade.
b. Observa a vinheta apresentada e, num texto argumentativo-expositivo, reflecte sobre as relações entre pais e filhos.
(as imagens não puderam ser carregadas. Porém, considero que as questões são simples).
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